sábado, 26 de junho de 2010

O corte (em novembro de 2008)

Já que isso é para ser também um diário, faltou dizer que, enfim, cortei o cabelo: mudei, radicalmente, e gostei. e, como era esperado, trouxe uma história do salão. Não tive saída: gastei um quantia constrangedora no mãos-de-tesoura mais badalado do momento. Cheguei um pouco antes do horário e pedi uma manicure para pintar minha unhas de Desejo, da Risqué. Ele, como sempre, me atendeu na hora marcada. De frente para o espelho, depois de a assistente me envelopar com aquela capinha preta, Eduardo se posiciona atrás da cadeira e me pergunta olhando para o espelho: o que vamos fazer? Eu me encaro no espelho e, como vem acontecendo nos últimos tempos, custo a me reconhecer.

Como estou pagando caro, não quero nem saber...Digo a ele que faça o que quiser, que estou precisando mesmo mudar de cara, que me separei, etc. Eduardo arregala os olhos, mostrando que entendeu tudo, chama atenção para a minha boa forma e sugere que eu arranje um personal trainner(!!!). Isso mesmo!!! Agora, quem arregala os olhos sou eu, de espanto. Ele entende, novamente, e acrescenta: "É, minha querida, como diz o Cazuza, o nosso amor a gente inventa".

Eduardo pode não ter a presença de espírito do tal Cris, o cabeleireiro que fez a minha escova há uns posts atrás. Só não dá pra negar que Eduardo, de boca fechada, com suas tesouras, faz um bem danado às mulheres. Todas saem de lá exultantes e, realmente, mais bonitas. As cifras assustam, é verdade. Agora, ele é gênio e eu sai de lá gostando, no mínimo, desta nova imagem. "Bem mais fresh", nas palavras do próprio. Já ouvi que estou queimando um carma, tenho certeza que estou mais leve.

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