Eu nunca dei tanto em cima de um homem. Não era exatamente o meu tipo e não parava de me olhar. Assim que teve oportunidade, pediu o telefone. Dei o número e ele ligou na hora para conferir. Depois, fui eu quem ligou zilhões de vezes. Pus os pingos nos is. Eu queria te comer. Não dava conta de dormir com tanto tesão.
Tratamos do assunto. O entusiasmo de ambos era esperado. O carinho, o cheiro da pele me surpreenderam. Já na conversa, olho no olho, o estranho foi liquidando o velho amor que arrastava correntes dentro de mim. Bastou o primeiro beijo para expulsar o passado, me deixar sem voz, sem histórias. A gente não tinha nada para conversar.
Eu ficaria a noite inteira no frio, beijando aquele homem cheiroso, grande, gostoso, forte, poderoso, com nome de imperador . Você não tem ideia do bem que me fez. Fiquei com vontade de retribuir. Quem sabe um dia, até quem sabe. Não precisava e não terminou em poesia
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