sábado, 24 de setembro de 2011

É a minha condição

 Você leva tudo muito a sério. Não viaja. Ouvi isso tantas vezes que estou convencida: pouca coisa mudou desde os tempos em que perguntava a minha mãe como se fazia para dar um tempo e parar de pensar. Eu já era uma chaleirinha.  Meditação, terapia,  pílulas de budismo, zilhões de técnicas de relaxamento, exercícios respiratórios, massagens, programações não sei lá das quantas, trabalho, quilômetros de corrida. Será que nada adiantou? Antes, eram os mais velhos. Agora, é a vez dos mais jovens mandarem: "desencana" -- aliás, ainda se diz "desencana"? 
 Mas aqui neste blog, me dê licença, eu vou encanar e pronto. Tenho certeza que, pelo menos, não me levo à sério. Rio de mim mesma e não sinto um pingo de vergonha de voltar atrás. Portanto, resolvi ampliar minha imagem e voltar a reduzi-la num abre e fecha de grãos...mudar de perspectiva, perder de vez o foco para, quem sabe, ajustá-lo. Eu  sinto que preciso me expor de alguma forma. Só quero  tomar cuidado para não posar de vítima ou inventora das maravilhas e mazelas do mundo pós-modernos. Não sou nem uma coisa, nem outra. Nem, peloamordedeus, quero discutir se algum dia fomos modernos, "Eu não sou diferente de ninguém, quase todo mundo faz assim: eu me viro bem melhor quando tá mais para bom que para ruim. Eu não quero causar impacto nem tampouco sensação..." (São Lulu Santos)
http://www.youtube.com/watch?v=rsMTr68ApOI

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