sábado, 24 de setembro de 2011

Canalha


 Canalha. Hoje fui canalha. Logo cedo, recebi um torpedo perguntando sobre a cena teatral carioca. Quem assinava? Um nome corriqueiro na minha biografia. Não liguei a mensagem à pessoa. E, me sentindo a criatura mais educada do mundo, respondi de bate-e-pronto: "acho que você errou o destinatário". Passou, corri, malhei. Era a pessoa mais gentil e feliz entre todas. Na volta para casa, de bicicleta, lembrei quem era e percebi o quanto posso ser estúpida. Não tem volta.
 Não tem volta e me trouxe à tona uma história do último fim de semana. Vejam só, fiquei chateada porque não tive resposta do torpedo que mandei para alguém depois de vê-lo passar pela Lagoa. Ele, pelo menos, me deu o benefício da dúvida. Cricrici. Posso pirar e achar que ele não está nem aí para a portabilidade e mudou o número do celular. Para o episódio de hoje não há desculpa. Fui canalha
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