Você diz que sou pragmática porque insisto que não devemos pensar em romance? Ah, você não me conhece... Não tenho nada de pragmática. Se tivesse, toparia um relacionamento casual com você e tudo bem. Você sabe que eu te acho uma ótima companhia.
Acontece que sou muito romântica. De doer. E dói para caramba. Viver sem um amor, sem estar apaixonada, é o fim. Por isso me casei tantas vezes, por isso não tive filhos, não subi na vida, não comprei casa. O que conta, é o amor. Na versão mais romântica.
Tenho sorte na vida. Lembranças de um pai amoroso, uma mãe extraordinária, ótimos amigos, uma família melhor do que poderia escolher. Gosto do meu trabalho. E acredito que sou daquelas que vende saúde. Mas, como diz São Paulo, seu eu não tenho amor...
Chego a me sentir culpada quando bate a tristeza, sou engolida pelo vazio. Sem reação. Você não imagina o tanto que choro achando que jamais vou viver uma outra história de amor.
Um boa dose de pragmatismo me faria bem.
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