Bem, vamos à terapia. Na primeira sessão, o psicólogo quis saber porque eu não transava com o meu namorado de mais de dois anos. Estranhei e fiquei sem saber o que dizer. Entre as várias hipóteses que ele me apresentou não me esqueço até hoje de uma "você acha que o caráter de uma mulher está vida sexual dela?". Não. Eu não achava e não mudei de ideia mais de vinte anos depois. Aliás, eu vou além, como gosto de provocar a minha melhor amiga: eu acredito que o gênero não tem nada a ver com a ética pessoal. Homens e mulheres somos igualmente canalhas, românticos, iludidos ou cornos.
Cada dia isso fica mais evidente nas história que adoro ouvir e naquelas que tenho oportunidade de viver. Por isso, volto a um tema recorrente: a vitimização das mulheres. Eu não aceito isso. Quem se vitimiza, se anula, se subestima. Quem se acha incapaz de uma vilania, das duas uma: ou não se conhece ou está mentindo.
Por outro lado, acredito também que pouca gente faça o outro sofrer de má fé. Quem me conhece sabe que, antes dessa campanha linda da Coca-Cola, eu já dizia que os bons são maioria. Por isso, seria melhor que todos nós, homens e mulheres fizessem como naquela canção 'assumi meus erros, me reinventei, virei a página. agora, eu tô em outra'. Sejam nas relação de casal, amizade ou profissionais.
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